Eduardo Costa

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10/07/2020 às 07:39

Não queria que a semana acabasse sem fazer, junto com você, caro leitor, uma reflexão sobre dois fatos que mexeram com os nervos do país. A doença do presidente da República e a agressão ao cão bravo. 

Sobre a Covid-19 do presidente todo mundo ficou sabendo, portanto, dispensa relato.

Quanto à agressão ao cachorro, fiquei sabendo pelo repórter Oswaldo Diniz que, visivelmente emocionado, ouviu os dois lados da questão, como convém ao bom jornalismo. Quando falou o dono de “Sansão”, chorando, fiquei tocado: afinal, disse ele, o vizinho já tinha ameaçado e não precisava fazer isso. Então, Oswaldo foi ao agressor que, também com muita humildade, disse ter apenas respondido a uma agressão, considerando que o pitbull pulou a cerca e partiu para cima do seu cão de estimação. Então, teve de usar o recurso de que dispunha para salvar o seu amigo.

Em relação ao cão, com duas pernas decepadas, houve comoção nas mídias sociais. Rapidamente uma veterinária o acolheu, doaram uma cadeira de rodas e fizeram preces para pronta recuperação com consequente rearranjo no novo modo de vida do animal. 

Em relação ao presidente, o que se viu foi uma enxurrada de manifestações, contra e a favor. Mas saltou aos olhos a manifestação de ódio, com hashtags do tipo “força corona”, e até um artigo de jornalista da Folha de São Paulo desejando a morte do presidente, acreditando que, assim, Jair Bolsonaro poderia contribuir mais para o combate ao vírus que tem feito como chefe da Nação.

É um daqueles momentos que fico sem saber o que dizer. Então, pergunto: por mais que você discorde de um governante, é lícito desejar a morte dele, do ponto de vista ético, humano, moral, religioso e de bom senso?

Por mais que você odeie cães bravos, é correto cortar as patas do “Sansão”?

Ainda que Bolsonaro tenha se exposto, de certa forma, facilitado a infecção, a gente deve comemorar, mesmo sabendo que ele está no grupo de risco, portanto, a doença pode matar o presidente do país?

Se você tem um cãozinho de estimação, vem a fera do vizinho, pula a cerca e começa a matá-lo, o que você faz? Vai na mão? Usa o que tiver, até mesmo uma foice? 

Quem merece mais orações: o pitbull, o dono dele, o agressor, o cãozinho agredido, o presidente ou seus críticos implacáveis? Ou a humanidade?

O que é mais assustador; o vírus que ninguém vê ou o ódio que está no ar? 

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